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Versão em Texto Um acompanhamento escrito para este capítulo — para acessibilidade, leitores de tela e pesquisa.

Portoverde é apresentada através do trajeto matinal de Asri: ruas com placas de estabelecimentos que indicam 'atendemos quimeras' (alguns com entusiasmo forçado, outros com sinceridade, alguns sem placa nenhuma), o que estabelece de imediato que a convivência existe mas não é simples. Asri chega à escola Estadual Almirante Tamandaré, senta na carteira que ocupa há um ano ao lado de Victor — e o narrador deixa claro que eles mal trocaram mais de dez palavras em todo esse tempo. Naquele dia, a professora de português devolve uma redação com nota baixa para Asri por 'falta de clareza argumentativa'; Asri discorda em voz alta, o que gera tensão na sala. Victor, sem olhar para ela, empurra discretamente um caderno aberto com uma anotação no canto: 'o argumento dela estava certo, a professora leu errado'. Asri fica em silêncio por três segundos inteiros — o que Iná, sentada atrás, interpreta imediatamente como sinal de interesse. O capítulo termina com Asri na Livraria Maré Alta, reorganizando estoque, contando o episódio para Dona Perpétua, que responde apenas: 'gente quieta que escreve bilhete é perigosa'.