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Asri e Victor são escalados juntos para um trabalho de ciências que exige pesquisa na biblioteca municipal de Portoverde — um prédio antigo de frente para o porto, cheirando a papel úmido e café de garrafa térmica. É a primeira vez que estão juntos fora da escola. A conversa começa travada; Asri ainda carrega o peso do capítulo anterior, e Victor não sabe como reabrir sem parecer que está pedindo perdão por algo que ele já resolveu à sua maneira. A virada acontece quando Asri, folheando um livro de geometria que Victor trouxe sem necessidade para o trabalho de ciências, pergunta com ironia por que ele carrega aquilo. Ele explica, sem constrangimento, que acha bonito como padrões matemáticos aparecem em formas naturais — e olha involuntariamente para os chifres dela ao dizer isso. Asri percebe o olhar. Não fica com raiva. Fica sem saber o que fazer com aquilo, o que é pior. Eles terminam o trabalho, saem do prédio, e no caminho de volta Victor pergunta se ela vai à livraria depois. Ela diz que sim. Ele diz 'posso ir junto ver os livros de design?'. Ela diz 'você nem gosta de design'. Ele diz 'não, mas você gosta'. O capítulo termina com os dois andando lado a lado pela orla de Portoverde, sem se tocar, sem declaração, com Asri olhando para o lado oposto para esconder que está sorrindo e as orelhas levantadas — traindo tudo.